O Erro Invisível que Compromete o Resultado das Empresas
Em muitas empresas, a busca por crescimento está concentrada em vender mais. Mas existe um erro silencioso — e bastante comum — que corrói margens e fragiliza a estratégia: não saber quais produtos realmente geram lucro.
Sem essa clareza, decisões importantes são tomadas com base em volume (“o que mais sai”), e não em resultado (“o que mais retorna”).
É assim que produtos de alta rotatividade podem estar, discretamente, drenando o lucro da operação.
Dominar a rentabilidade do portfólio é o que separa empresas que crescem de forma saudável daquelas que apenas giram faturamento sem construir sustentabilidade.
Rentabilidade é mais que faturamento — é estratégia
Rentabilidade é a capacidade de um produto contribuir para o lucro da empresa depois de cobrir seus custos. O ponto-chave está na margem de contribuição: a diferença entre o preço de venda e seus custos variáveis.
É ela que sustenta o pagamento das despesas fixas, define o ponto de equilíbrio e indica quais produtos aceleram ou freiam o crescimento.
Quando a empresa domina esses números, ela:
- ajusta o mix com precisão,
- elimina produtos que consomem recursos,
- concentra energia no que realmente gera retorno,
- toma decisões baseadas em fatos — e não em percepções.
Esse nível de clareza muda o futuro de um negócio.
Um caso emblemático: quando vender mais não significava lucrar mais
Durante minha atuação na Bematech, vivenciamos um dilema clássico. A empresa mantinha duas operações principais:
- Linha de Varejo – volumes consistentes e margens equilibradas.
- Linha OEM – receitas maiores, mas altamente complexas, voltadas a outros fabricantes que integravam nossas impressoras a seus equipamentos.
No papel, a linha OEM parecia ser o “diamante”: faturamento robusto, pedidos relevantes, participação com grandes players.
Mas quando mergulhamos nos números no planejamento estratégico anual, a realidade apareceu:
- custos elevados de engenharia,
- produção complexa,
- sazonalidade acentuada,
- despesas comerciais acima da média.
O resultado era duro: a operação OEM não entregava margem suficiente para justificar sua complexidade. Em alguns momentos, corroía parte do lucro gerado pelo varejo.
A decisão estratégica foi clara: descontinuamos a linha, preservando apenas os pedidos já assumidos e fortalecendo os produtos com rentabilidade comprovada.
Esse movimento simplificou a estrutura, liberou recursos e devolveu eficiência à operação principal.
Por que empresas perdem dinheiro sem perceber
Em consultorias realizadas ao longo dos anos, observamos padrões recorrentes:
- Produtos com alto volume, mas baixa margem.
- Custos mal classificados que escondem a realidade.
- Ausência de indicadores financeiros confiáveis.
- Estruturas de precificação desalinhadas com o mercado.
- Decisões tomadas sem mapear o impacto na lucratividade.
O problema raramente é falta de esforço.
O problema é falta de visibilidade.
Quando a empresa passa a enxergar — em números — quais produtos sustentam o negócio e quais drenam resultados, ela ganha um poder que muda tudo: a capacidade de decidir com consistência.
Medir para crescer
Crescer não é ampliar faturamento.
Crescer é ampliar margem, previsibilidade e saúde financeira.
Ao medir margens, revisar preços, entender o ponto de equilíbrio e analisar a performance de cada SKU, o empresário troca intuição por estratégia.
E estratégia é o que garante sustentabilidade.
Empresas que dominam a rentabilidade:
- crescem com menos risco,
- reduzem desperdícios,
- expandem com consciência,
- e constroem resultados sólidos no longo prazo.
O próximo passo da sua empresa pode estar nos números que você ainda não viu
A rentabilidade é o instrumento que transforma esforço em resultado.
Ela revela onde o negócio ganha força — e onde perde dinheiro.
E, acima de tudo, dá ao gestor uma visão clara do que precisa ser feito para evoluir com segurança.
Solicite nosso Diagnóstico Gratuito e saiba como melhorar os resultados da sua empresa.


